Descubra os principais destaques do Web Summit 2025, incluindo a revolução dos Agentes de IA, tendências de design e estratégia digital, e o que empresas e profissionais podem esperar para 2026.
Um ano de virada para a tecnologia global
O Web Summit 2025 deixou claro que estamos diante de um ponto de inflexão tecnológico. A inteligência artificial, que até pouco tempo era vista como ferramenta auxiliar, evoluiu para um papel central na estratégia de produtos, desenvolvimento e experiência digital.
A edição deste ano reforçou uma verdade: 2025 começa a era dos Agentes de IA — não só como recurso técnico, mas como motor estratégico para empresas, criadores e organizações que buscam vantagem competitiva.
A seguir, você confere um panorama completo dos destaques do evento e uma visão clara do que esperar para 2026.
1. A ascensão dos Agentes de IA — o tema dominante do Web Summit
Se em 2023–2024 o foco estava em modelos de linguagem, geração de conteúdo e copilots, 2025 é o ano em que a IA deixa de ser assistente para se tornar autônoma.
O que são os Agentes de IA?
Os Agentes de IA são sistemas capazes de:
- Entender objetivos complexos
- Decompor tarefas
- Interagir com sistemas reais (APIs, bancos de dados, CRMs, plataformas de comunicação)
- Tomar decisões com autonomia
- Corrigir rumos durante a execução
- Finalizar entregas sem acompanhamento constante
São, na prática, “trabalhadores digitais” — não mais assistentes, mas executores de processos completos.
O impacto direto nas empresas
Durante o Web Summit, especialistas reforçaram que:
- Empresas que incorporarem agentes cedo reduzirão custos operacionais em até 40%
- Squads híbridas (humanos + agentes) serão o padrão
- Governança e arquitetura inteligente serão essenciais para evitar caos e riscos
Além disso, CEOs de grandes empresas defenderam que o próximo diferencial competitivo não será quem usa IA — mas quem estrutura seu negócio com IA no centro.
2. Mudanças no design digital: da interface para o contexto
Com a presença de agentes inteligentes operando nos bastidores, a função do design de produtos digitais evolui:
- Design orientado a contexto
Interfaces passam a tomar decisões em tempo real com base em comportamento, padrões e histórico do usuário.
A experiência deixa de ser fixa e passa a ser adaptativa.
- • Menos cliques, mais intenção
Os produtos não vão exigir que o usuário navegue tanto — eles “antecipam” o que o usuário precisa.
- • Edge AI e velocidade como fundamentos
O evento reforçou a importância do processamento local e imediato, dando ao usuário uma resposta quase instantânea.
- UX emocional + IA racional
O grande aprendizado de 2025:
O humano volta ao centro. A IA é o motor, mas o valor está na experiência.
3. Estratégia de produto: uma reinvenção completa
Cristiano Amon (Qualcomm) e Daniel Hulme (WPP) foram diretos:
empresas precisam repensar seus roadmaps tendo IA como elemento estrutural, não periférico.
Os principais pontos debatidos foram:
- SDLC reescrito com IA
Times deixam de apenas executar tasks para assumir papéis mais estratégicos:
- Definição de objetivos
- Arquitetura
- Supervisão de agentes
- Governança
- Validação contínua
- O Dev se torna estrategista
A função evolui para um papel mais analítico, criativo e decisório — enquanto a IA faz a parte operacional pesada.
- • Produto baseado em dados contextualizados
Não basta ter dados:
é necessário organizar, qualificar, disciplinar e permitir que agentes atuem com precisão.
- Prototipação mais rápida, iteração constante
Com IA capaz de testar hipóteses, criar fluxos e até simular cenários, a velocidade de inovação cresce exponencialmente.
4. Cultura organizacional em transformação
Uma tecnologia só se torna verdadeiramente útil quando encontra uma cultura capaz de absorvê-la.
O Web Summit reforçou que não basta colocar IA no processo; é preciso preparar as pessoas, os times e a organização para um novo modelo de trabalho.
Empresas vencedoras serão aquelas que adotarem:
- Autonomia com responsabilidade,
- Comunicação mais clara e horizontal,
- Ciclos curtos e experimentação contínua,
- Times híbridos (humanos + IA),
- Foco absoluto no usuário e não apenas na tecnologia.
A mudança cultural será tão importante quanto a tecnológica.
Sem ela, agentes de IA se tornam apenas recursos subutilizados dentro de estruturas antigas.
5. Tendências para 2026: o que realmente podemos esperar
Se 2025 representou o estopim de uma mudança profunda na relação entre humanos, tecnologia e negócios, 2026 promete ser o ano da consolidação — quando o que hoje parece inovação começará a se tornar padrão. A partir das conversas, painéis e lançamentos do Web Summit, fica evidente que o próximo ano será marcado pela maturidade da IA aplicada no cotidiano das empresas.
Essa percepção foi compartilhada por diversos líderes globais, mas também reforçada por quem esteve lá acompanhando tudo de perto. Gabriel Oliveira, CEO da Codgo.X, presente presencialmente em todos os dias do evento, resumiu essa virada com clareza:
“O Web Summit 2025 deixou evidente que a IA deixou de ser um recurso para se tornar infraestrutura. O próximo ano não será sobre testar tecnologia — será sobre integrá-la profundamente ao negócio. Quem não fizer isso agora, vai precisar correr atrás depois.” — Gabriel Oliveira, CEO da Codgo.X
Essa leitura se confirma no que vimos nos palcos:
agentes autônomos começam a migrar dos experimentos para processos essenciais, tornando empresas mais rápidas e mais inteligentes. As interfaces tendem a desaparecer, dando lugar a experiências que entendem intenção e contexto. Combinada ao edge computing, a IA ganha velocidade, privacidade e respostas quase instantâneas.
Veremos também o nascimento de produtos realmente nativos em IA — plataformas construídas desde o início para que agentes operem dentro delas, e não apenas acoplados depois.
E, no meio dessa transformação, o fator humano se torna ainda mais valioso.
Com a IA assumindo o operacional, profissionais passam a ser reconhecidos pela visão estratégica, criatividade e capacidade de decisão — habilidades que nenhuma tecnologia substitui.
2026 não será apenas sobre eficiência.
Será sobre visão, adaptação e maturidade tecnológica.




